Esta é a casa do Projecto #ECOS

O projecto desenvolverá um conjunto de actividades do “Pacote Pedagógico” (exposição itinerante, materiais visuais, actividades performativas) em: Portugal, França, Dinamarca.
Em Portugal serão realizadas actividades em: Lisboa, Porto e em municípios/vilas da fronteira portuguesa cuja história se encontra mais estreitamente ligada às rotas de exílio. Estes locais serão nos distritos de: Vila Real (Chaves), Guarda (Sabugal e Vilar Formoso), Viana do Castelo (Soajo) e Évora (Elvas).
As actividades do “Pacote Pedagógico #Ecos” serão realizadas em escolas da rede pública e em espaços associativos e culturais.
Em França serão desenvolvidas actividades do “Pacote Pedagógico #Ecos” em Paris (região da Île de France), Grenoble e Hendaye. Na Dinamarca, em Copenhaga e em Aarhus.
As actividades do “Pacote Pedagógico #Ecos” serão produzidas nas línguas locais (português, francês, dinamarquês).
Os organizadores do projecto têm competências alargadas em investigação sobre história da Europa e sobre os processos de construção da memória e alguns foram participantes activos, enquanto exilados, dos processos a que se pretende dar visibilidade. Os participantes associados à AEP61-74 e à Memória Viva/Mémoire Vive são antigos desertores, refractários, exilados políticos e migrantes portugueses na Europa e no âmbito destas associações têm procedido activamente à recolha e divulgação das memórias da migração e do exílio no século XX.

O CRIA, a NOVA FCSH, URMIS (CNRS) e a Universidade de Copenhaga são instituições com vasta experiência no domínio da pedagogia e da produção de materiais pedagógicos, na colaboração em projectos de curadoria artística e no domínio da programação cultural. E também em processos de transferência de conhecimento através da relação com associações da sociedade civil e com autarquias em projectos de desenvolvimento local, patrimonialização e turismo. Estas instituições têm também desenvolvido investigação pioneira na área das migrações e circulação, construção da memória, patrimonialização do passado em articulação com redes de pesquisa nacionais e transnacionais.

A Casa da Esquina, através do seu trabalho de criação transdisciplinar em regime colaborativo com dramaturgias de mediação entre o real e a ficção, o trabalho com o arquivo e o projecto Exílio(s) 61-74 em parceria com a AEP61-74, Associação de Exilados Políticos Portugueses, irá ter um papel central na produção dos conteúdos de carácter performativo do “pacote pedagógico”, nomeadamente na organização das leituras encenadas e na construção do workshop participativo.

Ecos pretende contribuir para um entendimento mais aprofundado da História da Europa e da sua diversidade em termos de experiências de cidadania e de vivência em regimes políticos diversos. A experiência do exílio encontra-se ligada a percursos biográficos que combatem regimes totalitários encontrando refúgio em sistemas democráticos. Esta experiência de solidariedade e de construção da cidadania em território europeu deve ser lembrada e trazida para uma discussão alargada sobre os valores a defender no presente pela União Europeia, em termos de recepção e acolhimento de indivíduos que se encontram em situações similares. A história da Europa totalitária deve ser lembrada a par da história da Europa solidária.

As associações, enquanto entidades da sociedade civil, que têm surgido na Europa (exemplo AEP61-74 e Mémoire Vive/Memória Viva) em torno da memória do exílio e da migração constituem um exemplo da vontade de manter viva uma memória que possa ser útil aos debates actuais sobre liberdade de expressão, o crescimento de sentimentos xenófobos e a expansão de movimentos políticos e sociais de carácter populista na Europa. Este projecto pretende ser mais um passo nesse sentido ao dar visibilidade a uma história e a uma memória que problematizam e complexificam esse debate.
A construção de uma “Plataforma Europeia de Reflexão sobre o Exílio” e a manutenção de um website, em acesso aberto, com conteúdos em português, francês, dinamarquês e inglês pretende ser uma forma de alimentar essa memória, em constante construção. O website manter-se-á após o encerramento das actividades do projecto, alimentando um debate permanente sobre estas questões e promovendo as actividades futuras da Plataforma e das associações que a esta irão aderir.

Cofinanciado pelo Programa “Europa para os Cidadãos”
da União Europeia